terça-feira, 10 de setembro de 2019

2019-09 Dignidade e vida financeira

Certa vez um conhecido disse: "Nunca deixe ninguém tirar a sua dignidade." Essa frase ecoou na minha cabeça durante anos. Em alguns momentos ela pisca como um letreiro luminoso me colocando em estado de alerta. Como agora.

Virei mãe. Pacote completo. Da noite para o dia me tornei dependente de homem, dentre outros aspectos, o financeiro. Ok. Tudo bem. Existe um acordo: ele trabalha fora e provê o sustento enquanto eu cuido das crias. O custo mensal de manutenção do lar e das nossas principais necessidades é suprido por ele com boa vontade, é resultado de trabalho duro. De vez em quando há uma folga então a gente conversa e escolhe o que fazer, geralmente o destino da grana é uma viagem para visitar a família. No dia a dia, se é possível, nos damos pequenos luxos como sair para comer fora, ou um presente, ou um passeio. Ok. Se acontece, ótimo. Se fica um tempo sem acontecer, tudo bem.

Mas há coisas que são importantes para mim, que passam longe da lista de prioridades do lar ou necessidade ligada às crianças. Pode ser que eu ceda, que eu espere um momento mais oportuno ou pode ser uma urgência para mim. E aí?

Geralmente eu, que no momento não recebo remuneração, uso a criatividade para conseguir o que eu preciso mexendo o mínimo possível com o orçamento da casa. Peço presentes aos amigos (com muito respeito, explicando a situação e a necessidade), pode ser que eu faça uma vaquinha, uma rifa, uma venda de algo meu, uma troca, ou mesmo compre em suaves prestações. Se é muito importante, tento conseguir o que quero sem causar prejuízo ao marido. Normalmente dá certo.

Espero, deixo para o momento mais oportuno, só pago pelo produto ou serviço que preciso dentro de condições favoráveis. Respeito o trabalho/dinheiro de quem está fazendo o investimento. Ok. Tento ao máximo controlar meus impulsos e espero. Na medida do possível compro o objeto mais barato, usado, pesquiso, etc… Faço de tudo para realizar consumo consciente.

2019-05 Depressão

(Atenção para a data em que foi escrito este texto: Maio de 2019.) Olá, amigas queridas. Mais ou menos de 3 em 3 meses gosto de ...