Oi, querida amiga. Tudo bem? Aproveitando o mar, o sol, o calor humano dos amigos e a paz de dar um tempo na rotina? Espero que sim, e que volte bem, revigorada e cheia de luz.
Aqui eu e meu pequeno clã estamos na rotina. Mas para mim está cada vez mais difícil e cansativo. A barriga pesando, calor, pés começando a formigar... Acho que entrei na reta final da gravidez.
Estou triste porque a obra do quarto novo ainda não começou. Aposto que não vai ficar pronto antes de Catarina nascer.
Mas estou muito feliz por outro motivo: um grande amigo, que é um pai pra mim nos deu de presente um computador novo, coisa chique! Chegou há três dias. Não vejo a hora de poder sentar na frente dele e disparar a escrever! Víni já está usando pra trabalhar. Mas como além das minhas demandas os meus pentelhos estão o tempo todo ao meu redor, ainda não pude desfrutar. Mas aos poucos vai rolar.
Bem, nem só de rotina e barriga eu vivo. Eu penso muito, o tempo todo! Rsrsrsrs Um assunto que tem martelado na minha cabeça é o ego. Preciso (um dia...) retomar minhas leituras sobre o tema, principalmente nas fontes de livros kardecistas. Eu creio que é a idade, que faz a gente analisar as coisas de outro ângulo...
Ao longo da vida vamos vivendo situações ou fases que nos obrigam a engolir uns sapos, a baixar a bola e esperar o tempo passar. No momento ficamos irritados, tristes e ansiosos. Mas depois vemos que tudo foi válido para aprendizado, e do melhor jeito e na melhor hora. Pensar assim me ajuda muito a me conformar com meu presente sem pirar.
Um grande exemplo disso é que sempre "me achei". Sempre reconheci minhas virtudes, meus valores, minha ética, minha inteligência, minha capacidade de esforçar muito com foco e determinação e minha história. De certa forma me sentia destacada da maioria das pessoas ao meu redor: família, colegas de escola ou trabalho, amigos, vizinhança, etc. Minha mãe me chama de "soberba, esnobe e que acho que sou melhor que todo mundo". Não chego a tanto. Em poucas ocasiões fui esnobe. Eu respeito muito as pessoas, suas histórias e limitações. Só não me sinto à vontade em meios (eventos, encontros familiares, agora em grupos virtuais, etc) que não têm nada a ver comigo. Ex: minhas primas que gostam de futebol, música sertaneja, visual de piriguetes e homens podres. Nunca consegui passar muito tempo no meio delas. Minha mãe sempre ressentiu com isso.
Tive meus momentos de glória, como quando passei no vestibular (em primeiro lugar na UFMG), quando casei, quando fui para "o intercâmbio" na Paraíba.... Quando pari e quando amamentei, mesmo com dor, sofrimento e muita gente contra. Enfim, tenho meus motivos de orgulho por mim mesma.
Mas ainda não cheguei no ponto que quero. O fato é que preciso exercitar a humildade, baixar a bola, controlar meus preconceitos e tirar o foco de mim. Acho que por isso Deus me colocou no lugar onde estou. Exemplo: quando vim pro Capão pensei que nunca faria amigos, pois não faço parte ideologicamente de nenhum grupo, às vezes acho que nem tenho assunto. (Acredita!? Rsrsrs) Eu sempre tive a maior preguiça de evangélicos em geral, principalmente desses mais simples, com menos estudo, daquelas igrejas super fechadas entre seus membros com aqueles líderes que gritam. Mas aqui na vizinhança, quem são os que mais me ajudam? Os crentes! Se isso não é exercitar a humildade não sei dizer o que é.
Citei o caso dos evangélicos, mas posso estender para outros grupos. Ou mesmo para coisas mais práticas, como morar "na roça, com estrada de terra e recursos limitados". Eu que sempre me achei dinâmica, prática e à frente do tempo, agora vivo toda amarrada, travada, sem produzir nada de muito interessante (além de filho e lar).
Como me expresso bem, e em situações de debate, ou reuniões, ou ambiente acadêmico ou profissional, sempre me destaquei. Eu lia, pesquisava e na hora "do palco" arrasava. Falava bonito, com conteúdo e segurança. Era aplaudida e respeitada. Isso me deixava com ego lá nas alturas. Agora sem palcos, sem plateia e quase sem ninguém ao redor, o ego anda murchinho... De certa forma me sinto desperdiçada. Mas aproveito a ocasião para exercitar a humildade, ouvir e observar mais, e me expor menos.
Já não acho que sou tão foda assim. Sou muito boa numas coisas, e fraca em outras. Como todo mundo. Tenho buscado reconhecer, valorizar e respeitar o lado bom de cada uma das outras pessoas. Tenho buscado entender o contexto de cada um e entender o que ao meu ver são limitações.
Confesso que sempre tive a maior preguiça de gente lerda, que não tem agilidade prática e nem intelectual. Mas a maioria é assim! Então tenho que focar e tentar cobrar e esperar pouco dos outros. A quem eu puder ajudar a desenvolver, ótimo. Quem não, deixo pra lá e pronto.
Até pra escolher amigos eu selecionava pela competência. Na faculdade fiz pouquíssimos amigos! Rsrsrsrs Eu era muito exigente.
Mas agora escolho pelo amor, pelo olhar, pelo carinho, pela forma de tratar quem está ao redor, pela disponibilidade em ajudar, pelo respeito e coisas simples assim.
Um cantinho virtual onde posso registrar e compartilhar minhas memórias, crônicas, declarações de amor e o que mais o coração pedir. Meu compromisso é apenas com meus sentimentos, não com leitores, com instituições, cronologia, nada. Escrever é a minha forma de me expressar e organizar as ideias. Como tenho três filhos pequenos falta tempo e silêncio para escrever. Logo, todos os textos estão em fase de edição constante.
terça-feira, 10 de setembro de 2019
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