Bom dia, comadre.
Acabei agora de ler o texto sobre Aldeia.
Estou em êxtase.
Acho que gosto tanto de você por isso: você entende exatamente o que sinto, o que passo, o que sonho, cada alegria, cada perrengue...
E não só entende: você tem sempre uma palavra de apoio, de informação e esperança (otimismo + fé + força + coragem).
Estão passando mil coisas na minha cabeça!
Mal consigo escrever!
Esse sentimento e a coisa física da Aldeia é o que buscamos! Eu, Víni, você e minhas amigas que já despertaram para um estilo de vida mais simples, humano e real!
No Capão, mais especificamente na minha rua, eu experimentei viver em uma Aldeia. Durante uns momentos até fiquei incomodada com a falta de privacidade. Mas entendi que os benefícios são muito maiores que os sacrifícios. Em vários momentos, desde que fui pra lá como moradora, recebi carinho e apoio de um jeito que nunca tinha acontecido antes. O auge foi o parto de Hugo. Nossa... Sem palavras! Sempre me emociono!
Deus é bom. Sempre me ensina o que preciso. Eu queria viver isolada, numa casa confortável, num lugar silencioso e longe de vizinhos. Queria não ter ninguém querendo saber da minha vida e também não queria saber da vida de ninguém. Pronto. Vivi dois anos assim aqui nessa fazenda no interior de Goiás. Amarguei a solidão. Implorei por uma visita qualquer. Aprendi a ficar feliz quando a casa enche de crianças gritando e bagunçando. Passei a visitar Dona Zélia, que aos 76 anos vive quase sozinha (apenas com o marido que trabalha o dia todo com o gado), após ter criado 8 filhos. Vejo a solidão dela e tenho medo. Já entendi o recado: isolamento não é o melhor caminho.
É preciso relacionar! Dar, receber, ensinar, aprender, cuidar, se deixar ser cuidado... Amor é via de mão dupla. As relações são construídas na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença e em todos os altos e baixos da vida.
Tenho sorte de entender isso. Tenho sorte de ter pessoas na minha vida como Víni, como você, como a família da rua do Capão.
Agora estou me sentindo mais perto dos meus irmãos, com suas dores, suas lutas, suas alegrias, seus defeitos e qualidades. Vou escrever um texto para minhas irmãs e tentar me aproximar delas.
Estou muito emocionada agora. Vou tentar organizar os pensamentos ao longo do dia. Depois abro meu coração contigo com mais calma.
Obrigada por ser luz e me iluminar. Espero um dia te fazer bem tanto quanto você me faz.
Júnia Patrícia - Dezembro 2017
Um cantinho virtual onde posso registrar e compartilhar minhas memórias, crônicas, declarações de amor e o que mais o coração pedir. Meu compromisso é apenas com meus sentimentos, não com leitores, com instituições, cronologia, nada. Escrever é a minha forma de me expressar e organizar as ideias. Como tenho três filhos pequenos falta tempo e silêncio para escrever. Logo, todos os textos estão em fase de edição constante.
quinta-feira, 30 de abril de 2020
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